CAMETAL

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CAMETAL
CAMETAL
1 cametal CX40.jpg
O modelo L1-3970 CX40
NomeCarrocerias Metálicas
Fabricação1 de agosto de 1947
GêneroEncarroçadora
Extinção1995
SiteIndefinido

A CAMETAL ou Cametal (abreviação de (Carrocerias Metálicas), nome original: Carrocerías Metálicas), uma encarroçadora de ônibus com localização na argentina, fundada no ano de 1947, no dia 1/8/1947. A empresa conhecida por seus modelos de ônibus diferenciados, uma deles foi o modelo Cametal CX40, (foto predefinição de infobox).

Histórico[editar | editar código-fonte]

Durante a Segunda Guerra Mundial, o mercado argentino de chassis, caminhões e tratores não teve reservas desde a importação. Para a fabricação de ônibus, as empresas iam aos “desarmaderos” (sucata aqui no Brasil), onde eram recuperados chassis e peças para a fabricação de novos ônibus em algumas indústrias que sobreviveram. Porém, a partir de 1947, fábricas nos EUA e na Europa, que se dedicavam à produção de equipamentos militares, retomaram a produção de componentes vitais para o transporte. E aí começa uma verdadeira inundação de chassis que produz a necessidade de novas fábricas para atender a demanda por carrocerias. Assim, em 1º de agosto de 1947, nasceu a Cametal, ou seja, Carrocerías Metálicas, uma empresa com conceitos modernos para a época. Na época, ônibus, carros e vans estavam sendo construídos na Argentina usando madeira ou uma mistura de madeira e metal. A CAMETAL foi pioneira na fabricação de carrocerias totalmente metálicas.

Seus fundadores foram Francisco Román (diretor da Empresa de Transporte de Rosario - ETR), Francisco Orpinel (proprietário de automóvel desde 1918), José Lazare (vinculado a empresa de transportes onde exerceu cargos de gestão) e Luis Colin (gerente da ETR e responsável para a fábrica CAMETAL). Esses sindicatos de homens formaram empresas que começaram a operar em uma pequena oficina, de propriedade da Orpinel, na Rua España 328, Rosário. Em 1948, a fábrica mudou-se para a Rua Paraguai 1940, onde possuía uma área coberta de 4.200m². Foi nesse mesmo ano que começaram a ser encontrados esforços, concluídos em 1953, o terreno de onde viria a nova fábrica, no município de Villa Gdor. Gálvez. A CAMETAL sempre se destacou pela qualidade de seus produtos e por muitos anos foi sinônimo de bom corpo. Suas atividades não se limitavam apenas à fabricação, mas também à reparação. Em 1958, devido à grande procura de reparações, foi criada uma nova empresa: o INCAR, formado por Román, Lazare, Orpinel, Collin, Pedro Gomez e Jaime Pascual. A empresa se dedica à reforma e reforma completa de ônibus, com destaque para a fábrica CAMETAL.

Em 1962, CAMETAL tornou-se CAMETAL S.A.I.C. Em 1966, a CAMETAL também começou a trabalhar com o chassi quando o primeiro chassi SCANIA-VABIS chegou da Suécia. A empresa se torna a primeira empresa da América Latina a projetar e executar obras de ampliação de chassis - curiosidade, a CAMETAL assessora a Marcopolo do Brasil nesse assunto. Após 25 anos de trabalho, em 1972 a empresa concretizou o sonho ao abrir a sua nova fábrica em Villa Gdor. Gálvez, ocupa um prédio de 5 hectares na Ruta Nacional, 9 km 291. Em 1979, a CAMETAL tornou-se representante exclusiva da Gotilob Auwart GmbH para a fabricação, na Argentina, do mundialmente famoso Neoplan de 2 andares. Paralelamente, outras atividades secundárias começaram a se desenvolver em suas instalações, como reforma, fabricação de eixos, construção de acessórios, peças de reposição, poltronas, peças plásticas reforçadas. Outra extensão importante para a empresa foi o início da construção de abrigos de telecomunicações.

Últimos dias[editar | editar código-fonte]

A CAMETAL começou a enfrentar dificuldades em 1993 com a abertura das importações que possibilitaram a entrada de ônibus brasileiros com melhores preços e condições de financiamento. Esta medida teve um grande impacto na indústria de carrocerias, obrigando-a a encerrar em 1995, após 48 anos. Sua instalação foi feita em junho de 1995 pela americana CAMSA, com a promessa de instalar ali uma fábrica para a produção de chassis e motores. Porém, o projeto não foi retomado e a fábrica foi reaproveitada para a fabricação de carrocerias em 1998, quando a Metalsur assumiu a fábrica. O Nahuel foi um dos modelos de maior sucesso da empresa, permitindo melhorias constantes, desde o Jumbuss até o CX-40. O CX-40 foi fabricado para comemorar os 40 anos da empresa em 1987. Seu designer, Miguel Bustillo, buscou romper com todos os conceitos-padrão da época - polêmico desde o nascimento, tinha amantes e inimigos e por isso a CAMETAL produziu o C40 - 40 junto com Jumbus, que teve uma produção mais longa. Um dos problemas do modelo era o seu tamanho (3,2m) que não deixava muito espaço para o transporte de bagagens e pacotes. Em 1988, a CAMETAL e a GRAMACO, fabricante de motores e componentes elétricos, fabricaram um trólebus em 1988 para oferecê-lo no sistema de trólebus que seria implantado em Córdoba. Sem sucesso, ele foi enviado para o México, onde poderia haver um mercado. Ele viajou de ônibus para Cuernavaca experimentalmente com ótimos resultados. Infelizmente, devido à situação da empresa, a CAMETAL não obteve crédito pela fabricação dos trólebus e os trólebus voltaram sem glória, hoje descansando no pátio da Metalsur.

Alguns modelos[editar | editar código-fonte]

C1-2946[editar | editar código-fonte]

Fabricado no ano de1990 e encerrado neste mesmo ano, era considerado uma divisão autoportante de serviços aeroportuários, com capacidade para 33 lugares. Foi exportado para os Estados Unidos e é propriedade do Myers Group, uma empresa de transportes com sede em Orlando, Flórida. Carregava contudo, a carroceria aerodinâmica do modelo CX40 desenhada por Miguel Pustillo como um presente da época.

CAMETAL Neoplan Megaliner[editar | editar código-fonte]

Produzido de 1980 a 1981 (um ano), germânico de dois andares. As barras deste modelo, estava acima do eixo de direção duplo.

As única boa característica confiável deste Double Decker era a proteção.

"Aerobus" (CX40)[editar | editar código-fonte]

Inspirado no avião, traseiro e frontal. O ônibus estava quase totalmente coberto e era difícil ficar dentro de casa porque o ar condicionado não estava funcionando direito. Gradualmente ou não, o aerobus saiu consideravelmente fora do caminho. Este veículo tinha a aerodinâmica de um avião, as janelas eram ajustadas e arredondadas, a boca dianteira abaixada e o interior idêntico ao de um avião: não havia cortinas comuns, mas as tampas e o eixo eram levantados vivos ou abaixados. Os pacotes são fechados, como um avião. No entanto, havia problemas de configuração que exigiam manutenção extensiva do veículo, e o sistema de ar-condicionado também era um alvo importante para os passageiros. Também havia elementos arredondados na parte traseira, que lembrava a traseira de um avião.

Jumbus[editar | editar código-fonte]

L1-3970[editar | editar código-fonte]

O modelo rodoviário com capacidade para 46 passageiros foi fabricado em 1990 e encerrado no mesmo ano. Conexão por soldagem elétrica. Projeto de perfil exclusivo, executado em fábrica. Sistema autossustentável, sistema de tubos e componentes de vedação longa. Placa de papelão de aço exterior, placa com perfis de alumínio e PFRV com soldagem elétrica, vedação sólida. Usado para selar a vedação em massa. Isolamento termostático no uso de spray de poliuretano expandido na tampa, lateral, frontal e superior. Proteção anticorrosiva em desengorduramento de fosfatase e uso em sistemas inativos. Em seguida, zinco à tinta e anti-óxido são aplicados à tinta. Pintura serial, impressão e aplicação de garrafa antes do lixamento. Utiliza cores básicas, cortes, legendas e números de empresas.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]